quinta-feira, julho 14, 2005

Um grito abafado

Que vontade de gritar! De dizer tudo o que penso, tudo o que sinto... Porque abafo estas palavras que seriam tão sinceras e tão profundas? Porque não tenho forças para libertar-me desta prisão de angústia? Como um prisioneiro numa cela planeio caminhos para fugir; mas sempre que a oportunidade surge, o medo se apodera de mim e retenho o passo para a liberdade. Que tenho eu a perder? Nada de pior poderia ser que estas paredes invisíveis que me envolvem. Ou será que existe lugar ainda mais obscuro? Como um prisioneiro espero um dia ganhar a coragem de, numa oportunidade, dar o passo para a liberdade. A angústia que fica será sempre se esse passo me levará para fora do meu recluso, ou se me fechará na solitária... Se pudesse ter a certeza...

2 Comments:

Anonymous Liza said...

Quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, já se matou em vida: é um suicida de pé. A sua existência consistirá numa perpétua fuga da única realidade que era possível.
(José Ortega y Gasset)

Beijinhos

11:10 da tarde  
Anonymous Whatí said...

Está tudo grosso neste blog

5:43 da tarde  

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